Tendência
Prédio de madeira mais alto do mundo valida a tendência do piso de madeira
27 de julho de 2026
Um marco da arquitetura mundial acaba de ficar pronto em Sydney, na Austrália. A torre Atlassian Central, projetada pelos escritórios SHoP Architects e BVN, atingiu 180 metros de altura e se tornou o arranha-céu híbrido de madeira mais alto do planeta — superando em quase 100 metros a antiga recordista, a torre Ascent, em Milwaukee, nos Estados Unidos.
O detalhe que chama atenção não é só a altura: é o material. Em vez de aço e concreto em estado puro, os 39 andares do edifício apostam pesadamente em madeira maciça na estrutura interna — uma escolha que, longe de ser nostálgica ou rústica, está entre as decisões mais sofisticadas e tecnicamente avançadas da arquitetura contemporânea. É o mesmo racional, em outra escala, que orienta quem escolhe um revestimento de madeira maciça para dentro de casa.

A madeira estrutural ganha espaco na arquitetura de grande escala
Um arranha-céu que aposta na madeira como material do futuro
O projeto combina núcleos de concreto, que sustentam os pisos e estruturas internas em madeira maciça, com um exoesqueleto de aço envolvendo todo o edifício. Essa estrutura híbrida permite que sete “mega andares” — posicionados a cada quatro pavimentos — dividam a torre em blocos que os próprios arquitetos chamam de “habitats”, com átrios e jardins elevados entre os ambientes de trabalho. O edifício ainda incorpora, em seus andares inferiores, um galpão histórico que já serviu de estação de encomendas e depois de hostel — prova de que madeira e preservação arquitetônica também podem caminhar juntas.
Sustentabilidade que vai muito além do discurso
Os números por trás do projeto são o que realmente sustentam o título de marco global: a equipe estima uma redução de 50% no carbono incorporado na construção, quando comparado a uma torre convencional de aço e concreto, além de uma melhora de 50% na eficiência energética operacional em relação a um edifício-base tradicional. São dados concretos, não apenas um discurso de sustentabilidade — e a madeira é a peça central desse resultado.

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O mesmo racional, em outra escala, dentro de casa
Ninguém vai instalar vigas de madeira maciça de 180 metros na própria sala, claro. Mas a lógica por trás da escolha dos arquitetos de Sydney é exatamente a mesma que motiva quem opta por um piso de madeira maciça em um projeto residencial: um material com desempenho técnico comprovado, estética atemporal e uma pegada ambiental mais responsável do que muitas alternativas industrializadas. A diferença é de escala, não de princípio: onde a torre precisa de engenharia de ponta para sustentar 39 andares, a casa precisa apenas da espécie certa, bem seca e bem instalada, para entregar o mesmo tipo de resultado.
Quando o maior arranha-céu de madeira híbrida do mundo topa a estrutura em Sydney, o recado para a arquitetura e para o design de interiores é o mesmo: madeira não é um material do passado sendo resgatado por nostalgia, é um material do presente sendo validado pela engenharia. Da fachada de uma torre de 39 andares ao piso de uma sala de estar, a escolha por madeira maciça segue sendo, cada vez mais, sinônimo de sofisticação com propósito.
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