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Dureza Janka: o índice que revela a resistência real do seu piso de madeira
2 de julho de 2026
Quando alguém escolhe um piso de madeira, a atenção normalmente vai para tonalidade, largura das tábuas ou preço por metro quadrado. Mas existe um dado técnico objetivo — pouco mencionado nas conversas de projeto — que diz mais sobre a longevidade do revestimento do que qualquer outro: o índice de dureza Janka. É ele que explica por que dois pisos com aparência semelhante podem ter comportamentos completamente diferentes após anos de uso.
Entender o Janka não é excesso de tecnicidade. É a diferença entre um piso que envelhece bem e um que começa a mostrar marcas e desgaste antes do esperado.

O que o índice Janka mede
O teste Janka mede a força necessária para pressionar uma esfera de aço de 11,28 mm de diâmetro até a metade de seu diâmetro na superfície da madeira. O resultado é expresso em quilograma-força (kgf). Quanto maior o número, mais resistente a madeira é à compressão, ao risco superficial e ao desgaste por atrito — os principais responsáveis pelo envelhecimento precoce de um piso.
O índice não mede apenas “o quanto a madeira é dura” em sentido genérico. Ele traduz diretamente a capacidade do revestimento de resistir a saltos finos, pés de móveis sem proteção, areia acumulada no solado dos sapatos e ao movimento cotidiano de um ambiente com uso intenso.
Tauari e Cumaru: o que os números revelam
As duas espécies da linha Akafloor ocupam posições distintas no ranking de dureza — e essa diferença importa na hora de especificar o produto certo para cada projeto.
O Piso Tauari (Couratari spp.) registra 780 kgf no índice Janka, com densidade aparente de 610 kg/m³. Para contextualizar: o Carvalho Branco — referência do mercado importado europeu — chega a apenas 611 kgf. O Eucalipto comum, base de muitos revestimentos de menor valor agregado, registra 274 kgf. O Tauari é, portanto, substancialmente mais resistente do que as alternativas mais frequentes no mercado, com a vantagem de uma tonalidade bege-acinzentada uniforme que se integra com naturalidade a projetos contemporâneos e minimalistas.
O Piso Cumaru (Dipteryx spp.) alcança 998 kgf, com densidade aparente de 1.090 kg/m³. Isso o coloca na mesma faixa de elite do Ipê (1.102 kgf) e do Jatobá (1.140 kgf) — as madeiras mais densas e valorizadas da flora brasileira. Em termos práticos, é um dos pisos de madeira maciça com maior capacidade de resistência ao desgaste disponíveis no mercado nacional.

Dureza certa para cada ambiente
A diferença entre 780 kgf e 998 kgf não significa que um produto é superior ao outro — significa que são desenvolvidos para realidades de uso diferentes.
O Tauari é a escolha natural para quartos, salas de convívio moderado e projetos que priorizam uniformidade visual e integração com paletas neutras. Sua trabalhabilidade é excelente e sua dureza, mais do que suficiente para o perfil de uso residencial convencional.
O Cumaru é a resposta para ambientes de alto tráfego: corredores, salas de estar com circulação intensa, escritórios com cadeiras rodízio ou qualquer espaço comercial que exija desempenho sustentado ao longo de décadas. Toda a linha passa pelo processo de secagem em estufa computadorizada da Akafloor, que controla o teor de umidade antes da instalação — preservando a estabilidade dimensional que mantém o índice Janka funcionando como prometido.
O número Janka não é um detalhe de ficha técnica. É o dado que separa uma escolha informada de uma aposta no escuro — e é com esse nível de precisão que cada projeto deveria ser especificado.
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